sábado, 30 de maio de 2009

Orishas- conjunto de "rap" cubano da lista da Bel

Os 10 mais da Bel



LIVROS
A marca de uma lágrima,
Pedro Bandeira
Como água para chocolate,
Laura Esquivel
A sombra do vento,
Carlos Ruiz Zafón
Por parte de pai,
Bartolomeu Campos Queiroz
Ensaio sobre a cegueira,
José Saramago
A audácia dessa mulher,
Ana Maria Machado
Jim Knopf (dois livros),
Michael Ende
Harry Potter (coleção),
J.K. Rowling
Através do Espelho,
Jostein Gaarder
Ela e outras mulheres,
Rubem Fonseca

FILMES Moulin Rouge,
de
Wallּ e,
de Andrew Stanton
O Labirinto do Fauno,
de Guillermo Del Toro
A Vila,
de M. Night Shyamalan
Bubble,
de Eytan Fox
Pro dia nascer feliz,
de João Jardim
Capote,
de Bennett Miller
À Espera de um Milagre,
de Frank Darabont
O Iluminado,
de Stanley Kubrick

ESCRITORES

- Pedro Bandeira
- Luis Fernando Veríssimo
- Rubem Fonseca
- Dennis Lehane
- Fernando Pessoa
- Vinicius de Morais
- Edgar Alan Poe
- Luiz Alfredo García-Roza

MUSICISTAS-INTÉPRETES/BANDAS

- Bia Bedran (infantil brasileiro)
- Orishas (RAP CUBANO)
- The Beatles (rock britânico)
- Caetano Veloso (MPB)
- Chico Buarque (MPB)
- Cazuza (rock brasileiro)
AO REDOR DO MUNDO
- Torre Eifel (Paris, França)
- Muro das Lamentações (Jerusalém, Israel)

CITAÇÕES
- “O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério! O único mistério é haver quem penso no mistério”, Fernando Pessoa
- “Porque o único sentido oculto das coisas é elas não terem sentido oculto nenhum”, F. Pessoa
- “Leitura era coisa séria e escrever mais ainda. Escrever era não apagar nunca mais” – Bartolomeu Campos Queiroz, Por parte de pai
- “As palavras têm muitos gostos e era impossível saber seus sabores verdadeiros” – Bartolomeu C. Queiroz, Por parte de pai
- “Hoje o verbo pássaro me ensinou a voar” – Lucas Dain
- “Gente que não curte ler. Esquisito mesmo. Sei lá, nesses casos, sempre acho que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar” – Ana Maria Machado, prefácio de Comédias para se ler na escola, Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 26 de maio de 2009

Hoje tem

Hoje 26/05/2009 tem Anne-Sophie Mutter em Düsseldorf. Para nós pobres mortais tem aqui no Imponderável!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Eu adoro esta!!!


Milho Cozido
Carlos Drummond de Andrade

A primeira vez que eu vi alguém na rua comer milho cozido, confesso que me espantei.A segunda, não estranhei tanto. A terceira, tive tentação de pedir-lhe:
– Desculpe, moça. Posso provar um tiquinho?
Porque era moça, por sinal bem-apanhada. Não pedi, infelizmente. Ou felizmente, porque
ela não só me recusaria o pedido como poderia mesmo estranhá-lo, achando-me atrevidão.
Refleti logo como havia entre nós a distância infinita de algumas gerações, pois ela fazia o
que eu gostaria de fazer e não tinha coragem, nem mesmo nunca pensara nisso: saborear na
rua uma tentadora espiga de milho verde.
E daí, quem sabe se toparia? Garota moderna, desinibida, comendo quando lhe apetecia,
natural que compreendesse o desejo de alguém, despertado da visão do milho bom de
comer. Se não topasse, a distância entre nós não seria tão grande assim: apenas moça
preconceituosa, incapaz de compreender que minha intenção era simplesmente provar do
milho, e não arranjar pretexto para aproximação, com fins obscuros e suspeitos.
Embaraçado, limitei-me a olhá-la com o rabo do olho, pois íamos no mesmo frescão, ela ao
meu lado, e era impossível não tomar conhecimento daquele pausado e delicado comer um
milho que vinha de antiqüíssimas fazendas da minha lembrança... um milho tão recuado,
tão perdido em brumas do século, sem mais nem menos viajando comigo naquele ônibus,
trincado pelos dentes da moça, que o comia com muita desenvoltura e ao mesmo tempo
com muita classe.
Ela, é claro, nem se dignava a tomar conhecimento de mim, com essa faculdade admirável
que têm as mulheres de estarem ausentes na mais indubitável presença. E dava uma
mordidinha e parava e recomeçava, atenta ao ritmo e às boas maneiras. Nada mais natural,
mais civilizado, sem provocação aos últimos defensores de que comer num coletivo é falta
grosseira de “berço”.
A espiga consumia-se. Eu sempre com vontade de provar, e mudo e quedo na minha
inibição. Não tinha olhos de cão pedinte, não ousaria tanto, mas comecei a duvidar da
inteligência e do coração da moça. Então ela não via que ao seu lado estava um senhor
carente e desejante de comer daquele milho, e que lhe custaria renunciar a uns poucos
grãos, para satisfazer tão humilde carência? Eu era um desconhecido, sim, mas o
desconhecido deixa de sê-lo a um rápido olhar de benevolência e duas ou três palavras
reveladoras.
Só em Botafogo me ocorreu que podia repugnar-lhe a idéia de a espiga passar por duas
bocas. Em Copacabana, perto de dois terços de espiga tinham-se desnudado; no Leblon
terminaria a refeição, pelo esgotamento da peça. Não pude deixar de admirar a competência
da moça, que nem se atrasava nem se afobava. Parecia até que cronometrara o ato de comer
pela duração da viagem de ônibus. Se morasse em São Conrado, destruiria duas espigas? O
fato é que degustava calma e delicadamente o glúten, o amido, as proteínas, ou, para falar
verdade,o sabor da mistura, sem identificação de elementos. O milho deixava-se papar,
talvez agradecendo a delicadeza com que era papado. Escapara do carrinho do vendedor
ambulante para cair nos dentes de uma bela moça egoísta que nem sequer se lembrava de
que pertinho dela um senhor de origens rurais passara a ter subitamente imperiosa
necessidade de comer milho verde, milho assado, milho cozido, qualquer variedade ou
modalidade de milho, e elas são milhares.
Ah, por que não fiz o que era tão fácil de fazer, passar na carrocinha e comprar a minha
espiga, mostrar à moça que também eu apreciava essa comidinha despretensiosa e amável?
Mas como, se eu não tinha, minutos antes, a menor tentação de comer milho, e só a sentira
ao ver a moça? Seria autêntica essa tentação, ou eu me comportava como reles imitador de
gestos alheios, sem correspondência com a massa dos meus gestos habituais, normalmente
programados? Na dúvida, arrisquei-me a olhá-la sem cerimônia, direto, quase provocador.
Não deu sinal de perceber minha indiscrição. Comendo estava, comendo continuou, na
mesma toada. E o milho acabando. E eu sentindo que a essa altura já não adiantava pedir
nada à moça. Na melhor hipótese me estenderia o sabugo despojado, com um ou dois grãos
de sobejo, irônicos. E já ia passando a minha vontade de comer aquele milho daquela
espiga, Deus (ou o Diabo) sabe lá por quê. Em vão procurara me iludir pensando num
milho anônimo, genérico, universal. Se a moça retirasse da bolsa outra espiga e a
oferecesse à minha gula, não me apeteceria. Aquela é que despertara em mim o desejo
manducativo, ligado a fortes e escondidas subjacências temporais. A moça desceu antes
de mim, depois de embrulhar cuidadosamente o sabugo em papel fino e guardá-lo na bolsa.
Continuei, já agora de estômago saciado. Eu comera toda a espiga de milho.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

NO TE RINDAS
No te rindas, aún estás a tiempo
De alcanzar y comenzar de nuevo,
Aceptar tus sombras,
Enterrar tus miedos,
Liberar el lastre,
Retomar el vuelo.
No te rindas que la vida es eso,
Continuar el viaje,
Perseguir tus sueños,
Destrabar el tiempo,
Correr los escombros,
Y destapar el cielo.
No te rindas, por favor no cedas,
Aunque el frío queme,
Aunque el miedo muerda,
Aunque el sol se esconda,
Y se calle el viento,
Aún hay fuego en tu alma
Aún hay vida en tus sueños.
Porque la vida es tuya y tuyo también el deseo
Porque lo has querido y porque te quiero
Porque existe el vino y el amor, es cierto.
Porque no hay heridas que no cure el tiempo.
Abrir las puertas,
Quitar los cerrojos,
Abandonar las murallas que te protegieron,
Vivir la vida y aceptar el reto,
Recuperar la risa,
Ensayar un canto,
Bajar la guardia y extender las manos
Desplegar las alas
E intentar de nuevo,
Celebrar la vida y retomar los cielos.
No te rindas, por favor no cedas,
Aunque el frío queme,
Aunque el miedo muerda,
Aunque el sol se ponga y se calle el viento,
Aún hay fuego en tu alma,Aún hay vida en tus sueños
Porque cada día es un comienzo nuevo,
Porque esta es la hora y el mejor momento.
Porque no estás solo, porque yo te quiero.

Mario Benedetti (1920-2009)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Lista da Márcia


Viagens:
· Paris (de surpresa)
· Grand Cannyon
· Cunha (SP) para ver os trabalhos dos ceramistas que residem lá
· Salvador na Casa da minha avó
· Cidades históricas de minas, qdo fui com meus pais e depois qdo voltei com minhas filhas.
Obras de Arte:
· As meninas (Velásquez)
· “Le radeau de la meduse” (Gericault)
· Modigliani
· Soutine
· Exposição de cerâmica do Picasso, na Casa França Brasil
· Exposição dos Retratos de Paris
Filmes:
· Retratos da Vida
· As Pontes de Madison
· Como água para chocolate
· Vida de inseto
· Documentário Sobre o Nelson Freire (João Moreira Sallles)
· Betty Blue 37,5
· Dersu Uzala
Livros:
· As Meninas Exemplares (Condessa de Ségur)
· Minha Vida de Menina (Helena Morley)
· O Apanhador no Campo de Centeio (J.D.Salinger)
· Cartas a Theo
· Larrousse Gastronomique
· A menina sem estrela (Nelson Rodrigues)
· O Óbvio Ululante (Nelson Rodrigues)
· O Mundo Que eu vi (Stefan Zweig)
· Guerra e Paz (Tolstói)
· Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos)
· O tempo e o Vento (Érico Veríssimo)

Músicas:
· Bohemian Rapsody (Queen)
· Fire and Rain (James Taylor)
· Bachianas Brasileiras (Villa-Lobos)
· Scherazade (Rimsky Korsakov)
· Eu te Amo (Chico Buarque)
· Visto assim do alto ...
· Meu caminho é cada manhã (Kiko Zambianchi)
· It´s Rainning Men, Alelulia...
· Devolva-me (Com a Adriana Cantando)
· Debaixo dos caracóis dos Seus Cabelos (R.C)
· Águas de Março
· O Bêbado e o equilibrista
· Para não dizer que não falei de flores (G. Vandré)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lista da Tygel



Exposições que me emocionaram:
Arqueológica da China – vi o homem da China, com seus artefatos (de mais de 30.000 anos atrás) , ou melhor, pedaço do crânio dele, em San Francisco;
Mona Lisa, no Louvre;
Van Gogh – no Museu d'Orsay;
Goya e Velasquez– no Prado;
Viagens inesquecíveis:
Serra João do Vale, no sertão do RN, onde conheci uma comunidade que seguira um líder messiânico e ficara lá isolada do mundo até aquela data;
Grutas de Altamira, no norte da Espanha, no caminho para Santiago de Compostela;
Os jardins suspensos e a igreja da Sagrada Família, de Gaudí, em Barcelona;
A casa de Anne Frank, em Amsterdã;
Crato, no Ceará, onde surpreendi um encontro de repentistas;
Filmes que me impressionaram:
Macunaíma;
Deus e o diabo na terra do sol;
Doze homens e uma sentença (Twelve angry men);
Casablanca;
O declínio do império americano;
Invasões bárbaras;
Les parapluies de Cherbourg;
2001, uma odisséia no espaço;
Vertigem , do Hitchcock;
Central do Brasil;
Muito além do jardim;
Pulp fiction;
Traídos pelo desejo;
A hora da estrela;
Livros que tiveram papel importante para mim:
Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto;
Dom Casmurro, de Machado de Assis;
Grande sertão, veredas, de Guimarães Rosa;
Obra poética, de Fernando Pessoa;
Madame Bovary, de Flaubert;
L'Etranger, de Camus;
O Capital, de Marx;
Obra poética, de Carlos Drummond de Andrade;
Galvez, o imperador do Acre, de Marcio de Souza;
Quarup, de Antonio Callado;